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Abóbada Palatina

Um blogue que se escreve com 'gue'. Um humor à altura. || Digam coisas e assim ||

sexta-feira, junho 10

10 de Junho

Portugal?Como hoje é dia de masturbação territorial e o dr. rotwang ainda aspira a receber uma medalhinha para meter no prego, convém ir treinando umas palavras de circunstância. Assim, exalta-se:
1) Camões, naturalmente, que teve a infeliz ideia de se finar no ano em que a capital de Portugal passou para Mérida e assim perdeu o melhor da festa;
2) idem, que percorreu alguns lugares do além-mar português e entre Babel e Sião percebeu logo «quantos enganos/faz o tempo às esperanças», sintetizando com acutilância a história recente do país (aí os últimos 450 anos);
3) idem, ainda, porque ao escrever qualquer coisa sobre a «Taprobana» fez os espanhóis invadirem ao engano aquilo que julgavam ser uma terra de praias, coqueirais e mulheres em biquinis de tripa de porco dispostas a vender o corpo por caramelos de Vigo;
4) os próprios espanhóis, que em boa hora se depararam com uma padeira gorda, feia e de bigode generoso, daí extraindo a metáfora de uma país e a dimensão de um erro;
5) a D. Urraca, que com esse nome só poderia realmente ter sido embrião a partir dos espermatozóides da avantesma que lançou as raízes de um país assim;
6) os africanos, que desencadearam uma guerra colonial contra Portugal e apesar de três décadas sem tutoria ainda não nos conseguiram ultrapassar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, o que sempre confere algum conforto comparativo;
7) os chineses, moldavos, ucranianos e romenos que vêm chegando em força e permitem demonstrar o carácter altamente especializado e competitivo dos nossos recursos humanos, já que despertam sentimentos xenófobos porque disputam com eles sectores-chave da economia nacional: lavagens de pára-brisas com urina da manhã, construção civil (na óptica do utilizador), malabarismo no Cardinali e produção de matrioshkas no Vale do Ave;
8) os africanos novamente, porque ocupam exactamente os mesmos domínios de actividade mas conseguiram que os portugueses socializassem que o que eles fazem é mesmo trabalho de preto;
9) os Ornatos Violeta, que em 1999 lançaram o álbum O Monstro Precisa de Amigos, antecipando desse modo uma política de afectos para combater o deficit, a candidatura de Avelino Ferreira Torres à Câmara de Amarante e Júlia Pinheiro diariamente na TVI;
10) os portugueses em geral, por celebrarem este dia ignorando-o notavelmente;

Portugal?Como hoje é dia de masturbação territorial e o dr. rotwang ainda aspira a receber uma medalhinha para meter no prego, convém ir treinando umas palavras de circunstância. Assim, exalta-se:
1) Camões, naturalmente, que teve a infeliz ideia de se finar no ano em que a capital de Portugal passou para Mérida e assim perdeu o melhor da festa;
2) idem, que percorreu alguns lugares do além-mar português e entre Babel e Sião percebeu logo «quantos enganos/faz o tempo às esperanças», sintetizando com acutilância a história recente do país (aí os últimos 450 anos);
3) idem, ainda, porque ao escrever qualquer coisa sobre a «Taprobana» fez os espanhóis invadirem ao engano aquilo que julgavam ser uma terra de praias, coqueirais e mulheres em biquinis de tripa de porco dispostas a vender o corpo por caramelos de Vigo;
4) os próprios espanhóis, que em boa hora se depararam com uma padeira gorda, feia e de bigode generoso, daí extraindo a metáfora de uma país e a dimensão de um erro;
5) a D. Urraca, que com esse nome só poderia realmente ter sido embrião a partir dos espermatozóides da avantesma que lançou as raízes de um país assim;
6) os africanos, que desencadearam uma guerra colonial contra Portugal e apesar de três décadas sem tutoria ainda não nos conseguiram ultrapassar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, o que sempre confere algum conforto comparativo;
7) os chineses, moldavos, ucranianos e romenos que vêm chegando em força e permitem demonstrar o carácter altamente especializado e competitivo dos nossos recursos humanos, já que despertam sentimentos xenófobos porque disputam com eles sectores-chave da economia nacional: lavagens de pára-brisas com urina da manhã, construção civil (na óptica do utilizador), malabarismo no Cardinali e produção de matrioshkas no Vale do Ave;
8) os africanos novamente, porque ocupam exactamente os mesmos domínios de actividade mas conseguiram que os portugueses socializassem que o que eles fazem é mesmo trabalho de preto;
9) os Ornatos Violeta, que em 1999 lançaram o álbum O Monstro Precisa de Amigos, antecipando desse modo uma política de afectos para combater o deficit, a candidatura de Avelino Ferreira Torres à Câmara de Amarante e Júlia Pinheiro diariamente na TVI;
10) os portugueses em geral, por celebrarem este dia ignorando-o notavelmente;


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